Pesquisar este blog

sábado, 23 de janeiro de 2010

china cresce e pode tirar o titulo do japão com 2 maior economia do mundo!

Economia cresceu 8,7% em 2009 e pode se tornar a segunda maior do mundo. Mas o país convive com intranquilidade com a inflação e a possível formação de uma bolha imobiliária
REDAÇÃO ÉPOCA
Eugene Hoshiko / AP
INVESTIMENTO Imagem mostra as obras no aeroporto de Hongqiao, em Xangai, um dos maiores investimentos do governo chinês, que deverá ter capacidade para 40 milhões de passageiros
Há dez dias ÉPOCA mostrou que a China havia conseguido dois feitos impressionantes em meio à crise. O primeiro era passar a Alemanha como maior exportadora, e o segundo ultrapassar os Estados Unidos como maior mercado automotivo. A próxima “vítima” da China é o Japão. Nesta quinta-feira (21), Pequim anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 8,7% em 2009, o que deixa o país muito perto de roubar o posto de segunda maior economia do mundo dos japoneses. O problema, reconhecido pelo próprio governo chinês, é que a qualidade do crescimento parece não ser tão boa e a inflação começa ameaçar.

O anúncio desta quinta foi feito pelo chefe do Escritório Nacional de Estatísticas da China, Ma Jiantang. Segundo a BBC, ele não quis afirmar se a economia da China realmente ultrapassou a japonesa, que divulgará seus dados em fevereiro e que pode ter encolhido 6%. “De acordo com os padrões da ONU – de um dólar por dia – ainda há 150 milhões de pessoas pobres na China. Essa é a nossa realidade, então, apesar do crescimento do PIB e da força econômica, ainda temos que reconhecer que a China é um país em desenvolvimento”, afirmou.


O argumento do dirigente chinês não é influenciado pela modéstia do governo. Ser considerado um país emergente e não uma potência estabelecida é um trunfo em muitas negociações, como a das mudanças climáticas, qual as nações desenvolvidas têm um ônus maior.

Ao mesmo tempo, Ma Jiantang afirmou que apesar das “severas dificuldades” enfrentadas pelo país em 2009, a economia está agora “na direção certa”. Ainda segundo ele, a inflação, que ficou em 1,9%, “está sob controle”.

A calma de Jiantang é apenas aparente. Neste ano o governo chinês determinou que os bancos aumentassem a reserva compulsória e novas medidas, como o aumento da taxa de juros e uma pequena valorização do iuan, podem ser colocadas em prática para frear uma recuperação que seria insustentável.

Além da inflação, há grande preocupação com a formação de uma bolha no mercado imobiliário. Os dois problemas foram causados pela forma como se deu a recuperação chinesa, sustentada primordialmente por empréstimos bancários, que em 2009 foram 30% maiores que em 2008, e por gastos do governo. Enquanto a ampliação de aeroportos (como o de Hongqiao, em Xangai, na foto) e a melhoria de ferrovias podem ajudar a economia no futuro, os empréstimos podem trazer problemas caso tenham sido oferecidos a pessoas que não poderão pagá-los no futuro.

Pelo tamanho de sua economia, e pelo peso que tem na economia mundial, tudo o que ocorre na China causa impacto nas bolsas de todo o mundo. O crescimento de 8,7% do PIB, que supera até a meta de 8% estabalecida por Pequim, é motivo de comemoração, mas como a recuperação da crise pode ameaçar o crescimento futuro, a euforia é contida. A única alternativa dos investidores e de outros governos, que não têm sucesso em influenciar a tomada de decisões do governo Chinês, é aguardar as futuras medidas de Pequim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário