Do UOL Notícias
Em São Paulo
A Embaixada do Brasil em Lima, no Peru, confirmou na tarde desta quinta-feira (28) que cerca de 70 brasileiros já foram resgatados hoje pelos helicópteros do governo peruano na cidade de Aguas Calientes, aos pés do Machu Picchu, no Peru. Este número é uma estimativa do vice-cônsul do país, João Gilberto, que está na cidade atingida.
Segundo informações da embaixada, nove helicópteros pousam por hora na cidade e o fluxo de saída dos turistas é alto. Na manhã desta quinta-feira, a embaixada confirmou a presença de 270 brasileiros em Aguas Calientes. Com a saída destas 70 pessoas, ficaram à espera de resgate os turistas que estão dentro da faixa etária de 18 a 30 anos.
Normalmente, para este tipo de situação, a prioridade é de idosos, crianças, gestantes e pessoas com algum tipo de doença. Depois segue-se a retirada em ordem etária decrescente.
Brasileiro acena de dentro de um trem usado como quarto em Aguas Calientes, no Peru
O governo peruano estima retirar em torno de 1.000 estrangeiros ainda hoje da cidade. As aeronaves continuarão a fazer a viagem Aguas Calientes-Cusco até às 18h (21h no horário de Brasília), segundo informações do consulado.
O Brasil ofereceu helicópteros para auxiliar na retirada dos ilhados, mas o governo peruano rejeitou a proposta por acreditar que está trabalhando com um número de helicópteros suficientes. O governo local afirmou também que não há condições técnicas de tantas aeronaves voarem no local.
A embaixada realizou hoje um novo envio de mantimentos para os brasileiros ilhados e a expectativa é que as condições dos turistas que ficarem na cidade melhorem, já que muitas vagas em hotéis e albergues serão abertas com a retirada dos demais. O embaixador do Brasil no Peru, Jorge Taunay Filho, está na cidade de Cusco para acelerar a retirada dos brasileiros.
Trem
Segundo um relatório apresentado pela PeruRail ao ministro de Comércio Exterior e Turismo do Peru, Martin Perez, a ferrovia que liga Cusco a Aguas Calientes está com 100 interrupções de diferentes intensidades, entre simples e mais graves.
“Isso nos dá ideia do efeito (das chuvas) na linha férrea. Vamos aguardar a avaliação completa dos especialistas que terão de esperar alguns dias pois o rio (Vilcanota) segue cheio e dificulta as ações”, disse Perez ao canal N.
O ministro completou afirmando que quando terminar a situação de emergência decretada pelo governo e o tempo permitir, iniciará a reconstrução da ferrovia.
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